segunda-feira, 12 de março de 2007

e nada de noites tropicais. herr, o que se há de fazer?

sim, eu poderia me apaixonar pela psicologia como eu acabei me apaixonando pela bossa nova, pela vodca, ou pelo carnaval e a brasilidade. mas não, não consigo ver graça na unifor, não vejo muito sentido naquelas ligações estranhas entre signorelli, boltraffio e a bósnia-herzegovina, sei que nunca vou ser uma mulher como a celina, talvez eu nem aprenda francês e acabe em londres com os sanduíches ( não, eu não vou achar ruim de jeito algum) ou, pior ainda, acabe aqui mesmo, como minha mãe, quase-sozinha, amargurada, sem perspectivas, sem música nem poesia, com tempo demais e atividades de menos. me apavoro e penso nas noites tropicais do nelson motta, em como a vida dele foi bacana e como ele sempre manteve a cabeça no lugar, coisa que dificilmente eu faria.
adotar um estilo gilbertiano não seria de todo mau, poderia até me abrir espaços, mas não seria interinamente eu. explosão e rockabilly me lembram bem mais a liv do que o patinho que canta alegremente, quen-quen.

me sinto tão 'ouro de tolo', sem chance e sem nada..
talvez eu queria aqueles olhos verdes, talvez eu queira aquela barba por fazer que me tirou toda a maquiagem, talvez eu queira algo totalmente inesperado e novo..
mas só talvez.

sábado, 23 de dezembro de 2006

balanço. bete balanço?

ai, esse ano correu. correu, escapou por entre os dedos, fugiu do controle.. perdi mais que ganhei, isso não me faz sentir bem. perdi presenças, perdi momentos, perdi vontades, perdi tempo, perdi vagas, só perdi e perdi e perdi.
o que eu ganhei? não sei.
não ganhei certezas e nem fiz tanto por onde tê-las, mas não creio que isso tenha sido o pior, embora tenha passado perrengues terríveis por um simples motivo: dúvida. não ganhei amores, adoraria ter ganho, ah! esse meu romantismo piegas. não ganhei novos sonhos, muito menos consegui reavivar a paixão pelos antigos, só sinto que eles estão indo embora, como todo mundo..

não, não estou só.
mas, possivelmente, ficarei.
não completamente só, mas só de uma maneira não-agradável, embora justa.